Há muitos anos atrás, a região da Barra tinha seu território totalmente irregular, sua superfície era coberta por uma mata muito fechada. Aos poucos foram aparecendo as trilhas, que eram usadas para ligar vários pontos de extração de pedra.
A extração de pedras acontece aproximadamente há 60 anos. O espaço nos morros são chamados de pedreira. Os broqueiros sobem o morro a pé e antigamente as pedras eram trazidas por carros de boi, hoje são utilizados os caminhões.
As pedreiras são conhecidas como praças e o principal motivo da exploração é para a própria sobrevivência. Cada praça tem um dono. Esse dono é a pessoa que viu a pedra primeiro e recebeu autorização do dono do terreno para extraí-la.
Existem três tipos de pedra: a branca, a rosa e a preta. As mais comuns são as pedras brancas e rosas, a preta não é extraída porque é proibido. No trabalho com as pedras existem técnicas para o seu corte: a corrida, a levante e a trincante. As pedras são vendidas pelos seus tipos: a bolachinha é vendida por metro; o meio fio também é vendido por metro; a cabeça é vendida por quantidade; e os paralelepípedos, usados para calçamento de ruas e calçadas, são vendidos por milheiro. Para a extração das pedras é usada a dinamite, produto extremamente perigoso. Os broqueiros trabalham quando querem, não existe um horário específico de trabalho e se acontecer algum acidente, ele é responsável pela sua recuperação.
Esses recursos naturais mesmo não podendo ser repostos pelo homem, por levarem milhões de anos para serem formados, continuam sendo extraídos para a sobrevivência de muitas famílias.
As lembranças, as imagens, as pessoas e os lugares ajudam a contar nossa história. São experiências vividas, pessoas conhecidas e lugares frequentados que ficam registrados em nossa memória. Histórias e momentos que não podem ser esquecidos pelo tempo. Faça parte do resgate histórico cultural de Balneário Camboriú.
Se você tem fotografias, documentos ou outros registros que possam contribuir com a história do município, entre em contato pelo (47) 8464-5234 (Whatsapp) – com Gisele.
Fonte: Arquivo Histórico de Balneário Camboriú

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