Na década de 1990, a Lei Municipal nº 1436, de 31/12/1994, ampliou a vigência do cone de sombreamento de 70° para todo o Município de Balneário Camboriú, antes restrito apenas à Avenida Atlântica. Esta ampliação de vigência provocou uma corrida desenfreada em busca de terrenos e na aprovação de projetos, já que a partir da data de promulgação da lei haveria um tempo limite de 3 meses para o protocolo na prefeitura, dos projetos ainda sob efeito da lei antiga e mais 8 meses para as fundações dos mesmos estarem executadas.
A implantação do Plano Real em 1994, a vigência do cone de 70º para todo o município e a consequente diminuição do potencial construtivo fizeram com que muitas construtoras continuassem recebendo em dólar, então enfraquecido, e tiveram suas dívidas incorporadas ao valorizado real.
Deste modo, o ano de 1994 foi importante para a construção civil de Balneário Camboriú, pois várias construtoras tradicionais acumularam dívidas oriundas, principalmente, das mudanças econômicas implantadas pelo governo federal (Plano Real), e foram à bancarrota . Por outro lado o mercado imobiliário, após o choque inicial, viu a ascensão de novas construtoras ou o restabelecimento daquelas que sobreviveram a este período de turbulência.
A cidade jamais deixará de crescer e a indústria da construção civil estará caminhando lado a lado com o seu desenvolvimento.

As lembranças, as imagens, as pessoas e os lugares ajudam a contar nossa história. São experiências vividas, pessoas conhecidas e lugares frequentados que ficam registrados em nossa memória. Histórias e momentos que não podem ser esquecidos pelo tempo. Faça parte do resgate histórico cultural de Balneário Camboriú.
Se você tem fotografias, documentos ou outros registros que possam contribuir com a história do município, entre em contato pelo (47) 8464-5234 (Whatsapp), com Gisele.

Foto: Acervo Arquivo Histórico de Balneário Camboriú
Fonte: Padrão arquitetônico e representação social na paisagem da beira mar de Balneário Camboriú/ SC, de Marcelo Danielski

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