A Festa do Divino Espírito Santo é uma festa cristã. Comemorada durante as festividades de Pentecostes, a Festa assumiu diferentes características nas cidades catarinenses, conforme o imaginário dos fiéis. A Festa é uma manifestação popular, onde se unem o folclore e a espiritualidade para agradecer ao Espírito Santo as bênçãos e graças recebidas durante o ano anterior.
Considerada uma das festas religiosas mais populares, esta festividade acontecia no mês de junho, conforme relata Dona Lica (Maria Cruz Vicente, 90 anos): “Tinha cada procissão! Nós rezávamos, cantávamos, vinha gente, essa praça se enchia. Vinha gente até de lá do Sertão dos Macacos. Vinha gente do Itajaí, de todo lado. Ficava cheio assim, ó! Tinha o Imperador e a Imperatriz, me lembro até hoje, foi o meu marido que ajudou a fazer a Festa do Divino Espírito Santo. Um menino e uma menina eram os imperadores. Fizeram a festa e foi uma grande festa. A festa era em junho, era muito bonita. O rei e a rainha ficavam lá naquele altar, os dois sentados em poltronas. Bonita a festa, era uma procissão e tanto. Ficava tudo iluminado, tinha roda de fogo, boneco de fogo, aqui onde fica o coqueiro da praça. E de lá de cima até cá embaixo tinha luz. Sabe como era a luz? Era um pedaço de bambu com dois buracos, com uma lamparina, com óleo e tinha fogos. A Barra tinha coisa bonita, nas festas tinha bastante fartura, eram muitos doces e bebidas. Tinha muita doceira, a Izolina era uma delas”.
Para a procissão, era formada uma corte constituída pelo. Imperador e pela Imperatriz, crianças e
adolescentes que representavam Dom Diniz e Dona Isabel, reis de Portugal e instituidores da tradição em 1296. Todos vestiam trajes de época ricamente bordados. O cortejo desfilava durante os dias de festa, sendo que no domingo contava com a participação do casal imperador.

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Na imagem Menino Imperador – Odilon Cunha e Menina Imperatriz – Filha de José Simão (1946) – Fonte: Família Cunha
Fonte: Arquivo Histórico de Balneário Camboriú

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