A pesca artesanal faz parte da cultura da cidade e observar o trabalho dos pescadores é um dos atrativos para quem estiver frequentando as parias da região. Balneário Camboriú reserva várias delícias gastronômicas para quem gosta de comer bem. Os destaques são justamente os frutos do mar. Do prato mais simples ao mais sofisticado, dos restaurantes mais finos aos fast foods e lanchonetes. Cantinas italianas, restaurantes árabes, comida chinesa, japonesa, churrascarias, confeitarias, a diversidade gastronômica é um dos pontos fortes do município. Além das comidas típicas regionais, como a gaúcha e a mineira.
Para conhecer os pratos típicos de Balneário Camboriú, é interessante entender como a cidade se desenvolveu. Quando o grupo de casais vindo do Arquipélago de Açores colonizou o litoral de Santa Catarina, encontrou na pesca um meio de complementar a agricultura até então, a sua principal atividade de subsistência. Então, os frutos do mar predominam nas receitas e nos menus dos restaurantes que você vai encontrar na região, como o pirão d’água, peixe frito, molho de camarão, camarão à milanesa, caldeirada de frutos do mar, marisco, enfim, são centenas de opções de restaurantes na “Maravilha do Atlântico Sul”.
A pesca sempre fez parte da civilização, não só como fonte de alimento, mas, também, como modo de vida, fornecendo identidade a inúmeras comunidades. Este é o caso do Bairro da Barra, comunidade em que um bom número de homens segue a tradição de pescar. A pesca artesanal foi e está sendo mantida de geração a geração. Esta pesca é considerada pouco predatória e pode ser feita de várias maneiras. Geralmente são utilizados canoas ou botes. Pode se pescar sozinho,jogando uma rede pequena, pode se colocar armadilhas, pescar de anzol ou mesmo combinando vários métodos. Já o arrastão, que é esperado na praia por mulheres e crianças, importante momento para o pescador, requer um grupo de um a quatro homens para o manejo da rede e a realização de toda a operação. Em entrevista, Nilton Antonio de Oliveira, nascido em nossa cidade, conta o que significa a pesca para ele: “A pesca pra mim é um meio de vida, de renda. Eu me sinto bem em pescar. Aprendi com o meu pai, quando eu tinha 15 anos. Já pesquei sozinho e em grupo de quatro pessoas. Desde os 20 anos de idade, tenho meu próprio bote (barco). Já enfrentei muitas madrugadas difíceis. Uma vez pensei até em desistir de pescar, mas depois mudei de opinião, porque senti que meu destino seria pescar. Nem teria outra profissão que me realizasse tanto”.
São histórias como a de Nilton que escrevem o cotidiano da Barra. Histórias de vida que se entrelaçam com a experiência da vida de pescador. Que fazem com que o homem e o pescador sejam um só, ou melhor, um “apaixonado pelo mar”.

As lembranças, as imagens, as pessoas e os lugares ajudam a contar nossa história. São experiências vividas, pessoas conhecidas e lugares frequentados que ficam registrados em nossa memória. Histórias e momentos que não podem ser esquecidos pelo tempo. Faça parte do resgate histórico cultural de Balneário Camboriú. 
Se você tem fotografias, documentos ou outros registros que possam contribuir com a história do município, entre em contato pelo (47) 8464-5234 (WhatsApp) – com Gisele.
Fonte: Arquivo Histórico de Balneário Camboriú

Compartilhar

Sobre a autora

Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com