Na década de 50, o empreendedor Sr.Normando Tedesco estava sobrevoando Camboriú quando repentinamente o seu avião teve uma pane e o piloto foi obrigado a fazer um pouso de emergência, na até então deserta praia de Balneário Camboriú. Casualmente este pouso foi efetuado no pontal sul desta praia, região hoje conhecida como Barra Sul.
A beleza natural do local despertou em Tedesco um grande interesse nas terras. Mais tarde adquiriu grande parte desta área, que não possuía nem energia elétrica e nem água potável. O problema da falta de energia foi resolvido com a instalação de um gerador próprio e a água foi captada através de várias fontes naturais, inclusive do Morro da Aguada, que foi adquirido principalmente para garantir um ponto estratégico de captação de água potável, onde hoje esta construída a Estação Mata Atlântica.
Em viagens aos Estados Unidos e Europa, o Sr. Tedesco voltou encantado com os sistemas de bondinhos que cruzavam os céus daqueles países. Neste mesmo período já surgiram as primeiras idéias para ligar o pontal sul (Barra Sul) com o topo do Morro da Aguada, utilizando um sistema parecido com aqueles observados em sua recente viagem, já que dispunha das terras adquiridas anteriormente.
Já na década de 70, apareceu o primeiro projeto de teleférico comum, utilizando cadeiras abertas, mas que nunca saiu do papel.
Com o falecimento do Sr. Tedesco, os seus dois filhos, Sr. Julio e o Sr. Marcos Tedesco mantiveram, além das propriedades em Balneário Camboriú, o sonho de seu pai, a construção do teleférico. Foi então, que ouviram falar do Grupo Fidúcia, constituído por uma família tradicional da cidade de Joinville que também almejava entrar para o ramo de teleféricos.
Este desejo surgiu durante uma viagem a Europa em meados de 1997 do Sr. Moacir Bogo, que foi em busca de tecnologia para bilhetagem eletrônica destinada aos ônibus das empresas do Grupo em Joinville.
Quando esteve em Grenoble, França, ele viajou em um teleférico e visitou uma fábrica local desses equipamentos. Ao retornar para o Brasil, dividiu com os demais sócios, seu entusiasmo pelos bondes aéreos. O grupo decidiu então que o primeiro empreendimento do ramo aconteceria em Joinville, mais precisamente no Morro da Boa Vista.
Entretanto, como havia entraves de ordem técnica e legal em relação aos terrenos, o projeto acabou sendo adiado. Logo, o sócio Carlinho Bogo descobriu em Balneário Camboriú, que o Grupo Tedesco possuía um projeto pronto à espera de um parceiro. A união dos dois grupos aconteceu em pouco mais de trinta reuniões, estando no fim de 1997,  montada a BONTUR S/A e  deu-se início ao processo de implantação do Parque Unipraias.
Para realização do projeto, os grupos investiram dezoito milhões de reais, nesta primeira etapa do complexo turístico, lembrando que todo o capital foi cuidadosamente empregado para que as pessoas encontrassem no parque um ótimo local entretenimento, lazer e educação ambiental.
O Parque Unipraias foi inaugurado oficialmente em 26 de agosto de 1999,  considerado um dos maiores investimentos turísticos do Estado de Santa Catarina.
Desde a sua inauguração, em 1999, o Parque Unipraias segue a tendência do turismo mundial, de reunir várias modalidades de lazer em um só local. Por conta disso, recebe meio milhão de turistas brasileiros e estrangeiros, garantindo movimento além do verão. O potencial do empreendimento é reconhecido em vários prêmios conquistados, inclusive um internacional, conferido pela Leitner, empresa italiana que fornece o sistema de bondinhos aéreos, uma das maiores do mundo no segmento. Temos um equipamento turístico de qualidade, construído com elevado custo e tecnologia de ponta em transportes a cabos.
O símbolo do Parque Unipraias são os 47 bondinhos aéreos interligando três estações entre o lado sul da orla de Balneário Camboriú, subindo até o Morro da Aguada e descendo até a praia de Laranjeiras, sendo o único do mundo a ligar duas praias. Mas este empreendimento, localizado num dos destinos turísticos mais procurados de Santa Catarina, oferece mais que essa viagem nas alturas, com privilegiada vista da Mata Atlântica e do mar em todo o trajeto. Nos 202.000 m² de área total, com área de preservação de 132.000 m², estão reunidos atrativos para todos os gostos e idades, atendendo tanto o visitante que procura os cartões-postais para admirar como aquele ávido por aventura e adrenalina.
Os bondinhos se deslocam a uma velocidade de 16 Km/h, mantendo uma distância de 97 metros entre eles. Cada cabine tem capacidade para seis passageiros e as 47, ao total, podem transportar até 282 pessoas simultaneamente ou 800 pessoas por hora. O trajeto completo, de ida e volta, tem 3250 metros e dura aproximadamente 30 minutos se for realizado sem paradas. Para garantir esse passeio só com emoções agradáveis, o Parque Unipraias foi em busca da melhor tecnologia do mundo em transportes a cabo.
A construção dos bondinhos foi realizada pela indústria italiana Leitner, uma das maiores empresas do mundo no setor, responsável por outros grandes empreendimentos de neve como Alpe di Siusi, na província de Bolzano, na Itália, além de inúmeros outros nos Alpes franceses.
A operação do teleférico do Parque Unipraias é executada remotamente por um sistema de computadores, com operadores treinados pela própria Leitner e capacitados, inclusive, para efetuar qualquer procedimento de emergência no local. Controladores de velocidade e de direção dos ventos instalados nas torres de sustentação monitoram as condições externas. Há operadores também em cada estação, que solicitam via rádio a interrupção do sistema no caso de portadores de necessidades especiais ou pessoas idosas, com dificuldade para subir ou descer das cabines.

As lembranças, as imagens, as pessoas e os lugares ajudam a contar nossa história. São experiências vividas, pessoas conhecidas e lugares frequentados que ficam registrados em nossa memória. Histórias e momentos que não podem ser esquecidos pelo tempo. Faça parte do resgate histórico cultural de Balneário Camboriú.
Se você tem fotografias, documentos ou outros registros que possam contribuir com a história do município, entre em contato pelo (47) 8464-5234 (Whatsapp) – com Gisele.
Texto: www.unipraias.com.br
Foto: Acervo Arquivo Histórico de Balneário Camboriú

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