Foi então que a vida parece ter oferecido a chance da família Fischer construir sua história de forma marcante. Um amigo de Adolfo o convidou para deixar Videira e se associar ao arrendamento do Hotel Miramar. Em 1950 a família Fischer desembarca em Balneário Camboriú. Klaus, então com 21 anos, conta que Balneário Camboriú “era uma beleza. Tinha trezentas e poucas casas de madeira, mas tinha umas quatro ou cinco construções de material. Mas tudo gente de Blumenau, Brusque, Timbó, redondeza, né?! Então, o nosso turista pra chegar aqui era difícil. Não tinha estrada de asfalto, só daqui a Curitiba eram 8, 9 horas de viagem. Pra Florianópolis, quatro horas você chegava. Aqui, quando chovia, nós tínhamos só um ônibus, o Baturité. Ele ia pra Itajaí. No morro ele encalhava”, conta, entre risos.
Klaus ainda constrói o imaginário da cidade na década de 1950, explicando que na região da Barra Sul “tava cheio de roseta, cheio de pitanga, gabiroba, goiaba, tudo isso tinha lá. A entrada [acesso para a praia]era no Hotel Miramar [avenida Central], era única. Não tinha mais entrada.”
A rede hoteleira de Balneário Camboriú começou a surgir no fim da década de 1920, com o Strand Hotel (ou Hotel do Jacó), o primeiro da cidade, onde hoje confluem as avenidas Central e Atlântica. Essa região era o centro de desenvolvimento do município, onde havia alguma infraestrutura, por isso o caráter inusitado de onde seria construído, mais tarde, o Hotel Fischer. Nas imagens, Klaus Fischer de bicicleta em frente ao Hotel Miramar; Klaus Fischer trabalhando como marceneiro no Hotel Miaramar.

Fonte texto e imagem: Hotel Fischer: Fotografias e Memória

Coordenação geral: Sergio Antonio Ulber
Edição: Núcleo Catarinense de Fotografia – NCF nucleocf.tumblr.com
Análise Histórica: Murilo Maluche Schaefer
Análise Patrimônio Arquitetônico e Urbanístico: Gabriel Gallarza
Análise Moda e Estilo de Vida: Caroline Santos
Análise Iconográfica: Sergio Antonio Ulber
Textos e revisão: Vinicius Batista de Oliveira
Projeto gráfico e diagramação: Felipe Gallarza
Curadoria fotográfica: Felipe Gallarza e Sergio Antonio Ulber
Digitalização: Vitor Ebel
Tratamento: Felipe Gallarza e Sergio Antonio Ulber

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