Há várias teorias sobre o significado do nome “Camboriú”, pois o nome já foi citado de muitas maneiras: Camboriasu em 1779, Cambarigua-ssu em 1797, Camborigu-assu em 1816, até chegar a uma referência de Henrique Boiteux como Camborihu.

De acordo com a origem popular, o nome é atribuído devido a uma grande curva do rio; os moradores diziam que era ali onde “camba o rio”.

A teoria do padre Raulino Reitz já fala sobre mapas antigos que assinalavam o nome Rio Camboriú antes do povoamento europeu; a palavra teria origem tupi, formada pela aglutinação das palavras “Cambori”, que significa robalo, um certo tipo de peixe, e do sufixo “u”, significando criadouro, comedouro, habitat. Considerada a hipótese, Camboriú significa “onde há robalo” ou “criadouro de robalo”.

De acordo com os estudos de Lino João Dell’Antônio, Camboriú é formado por quatro idéias: caa + (a)mbo + ri + u. Caa pode significar mato, herva, galhos, varas. Ambo, significa cercar, fechar, trancar, encurralar. Ri é uma abreviação do termo meri (pequeno). U é o sujeito da frase e significa rio. Formaria, então, esta definição: rio das pequenas cercas de varas.

As duas idéias caa + ambo já aparecem venaculizadas no termo camboa, que se encontra em obras históricas, sempre como sinônimo de cercado, feito de varas, para apanhar peixes.

Feita esta explicação a melhor tradução do topônimo Camboriú, de etimologia tupi-guarani é Rio das Pequenas Camboas.

Camboa como sinônimo de tapagem, cerca fixa com varas e talas, cerca móvel e cerca natural. O acidente geográfico chamado Camboriú “rio das pequenas camboas” era ideal para esta técnica de pesca. Da sede do antigo município até a praia de Balneário Camboriú é uma extensa planície. A variação altimétrica entre aquela cidade e o mar é mínima. Sem os muros, sem os entroncamentos, sem os aterros, sem os desassoreamentos e sem a poluição de agora, junto com as águas subiram os peixes, que com pouco trabalho, usando apenas o que a natureza produz, no refluxo das marés, garantiram a sobrevivência dos que ali viveram.

Se não bastasse os argumentos apresentados, duas ilhotas fluviais, estrategicamente situadas, faziam parte integrante das camboas do rio Camboriú. Elas eram as cercas naturais.

Se você tem fotografias, documentos ou outros registros que possam contribuir com a história do município, entre em contato pelo (47) 8464-5234 (Whatsapp) – com Gisele.
Fonte: Arquivo Histórico de Balneário Camboriú

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