O alemão Hans Richard Karl Wachs chegou no Brasil no ano de 1929, como fotógrafo profissional, após ganhar um concurso em seu país. Sua filha, Else Wachs, relembra com saudades das histórias de seu pai e a saga da família Wachs em Santa Catarina, até fixar moradia em Balneário Camboriú.

Relutante no início em sair de sua terra, Wachs ganhou o concurso de fotografia que dava direito a uma viagem ao Brasil, somente porque suas irmãs o inscreveram. São Francisco do Sul foi a primeira cidades que conheceu, mas embarcou imediatamente para Florianópolis, onde, segundo eles, viveu até 1934. Quando foi para Blumenau, conheceu e casou-se com Liselotti e teve cinco filhos, Elze, Charlotte, Ursula, Fritz e Eleka. Viveram em Ituporanga e Rio do Sul antes de chegarem a Balneário Camboriú, em 1952.

Wachs veio para Balneário Camboriú a passeio, mas logo percebeu que a cidade estava crescendo e que seu ofício poderia render bons lucros e se mudou com a família para a Praia de Camboriú. Após mudar-se, Wachs montou o negócio de de fotografia “Fotos Wachs”, localizado onde hoje está o bar e restaurante Chaplin. No ano seguinte, a fotografia tornou-se um hoby caro, foi onde sua filha Else, vendo que as condições financeiras da família não iam bem, sugeriu a venda de capilé (uma espécie de xarope, uma calda com suco de avenca ou capilária). Segundo Else seu pai achou a ideia estranha, mas ficou com aquilo na cabeça, até que resolveu investir. Logo, Wachs resolveu construir um espaço ao lado da loja de fotografia para vender capilé, camarão a palito e cerveja.

Com o novo empreendimento indo bem na praia, alguns comerciantes não viam com bons olhos, mas a família tocou o negócio adiante.

O tempo passou, a cidade foi crescendo e Else continuou a trabalhar com fotografias, cobrindo eventos da cidade em geral.

Fonte texto: Jornal Página 3

Foto: Doação de Else Wachs ao acervo do Arquivo Histórico de Balneário Camboriú

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